 |
É aquela coisa que a gente começa a catar... pedacinho aqui, outro ali... às vezes, não se sabe bem o porquê, mas o bichinho se espatifa na vida, e se começa a pensar sobre as coisas que acontecem. Um dia aqui, outro ali... e o mundão dá aquelas voltas todas, atordoando quem nele se equilibra com bravura.

Juntas de coração De repente, o coração precisa de reparos. Também, da forma que ele acaba ficando, assim, remendado... costurado... De repente, o coração feliz esquenta... e esquenta... e o sangue toma suas dores, e seu calor. E as veias ficam preparadas para tal temperatura, e os braços tremem... quase tanto quanto as pernas. E o rosto se avermelha, e os olhos se estatelam. E a cabeça já não mais obedece as obrigações.
De repente, as coisas que mais pareciam se encaixar, e estariam definidas, e resolvidas Mudam como a água que se evapora. E o chão, de repente some. E o mundo, de repente se revela. E as nuvens aparecem, assim, de repente... e as pessoas ficam diferentes, e tudo, de repente dessatura. Num dia, depois de algumas horas, num dia, depois que ele começa, e vai aos poucos se esgotando num dia bom para que se acorde bem, e com humor, e com força. Num dia frio, dia que as coisas parecem estar equilibradas, dia que morre a curta previsão do destino. Dia bom para que se fique insensato, imaturo. Dia bom para dormir, e esquecer o que a gente quer, de verdade. E sentir outra vez, que o sentido da lógica sumiu de novo, parecendo não mais voltar. E que amanhã, o coração se junte de novo, para que ele fique pronto pra outro impacto.
Creck
postou às
17h01
[
]
[ envie
esta mensagem ]
|
 |