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Cada vez que percebo as luzes rodeando meu corpo,
de quentes noites de lua... e luzes naturais de transformação.

Luz de Lua
Luzes que, quentes as fazem sentir-nos aqui, desprotegidos de mal.
Desprotegidos de bondade, de tristeza também.
Nus. Como a lua cheia que se pindura no céu lá em cima... à noite, e às vezes de dia.
Dia que ainda não se fez ir embora, dia que reconstitui nossas forças horas depois...
...hora de volta. de revolta.
E a paz se encontra na vida calma e tranquila que reluz a lua, de luz...
de luz própia...
...de luz sobre nós e nossos corpos adormecidos pelo impacto das almas que nos seguem...
De trás, que vem, outrora, sem ninguém por perto é quem faria a lua feliz, de dia...
...de sutra, de quarto, de quinto, de cama para repousar.
De trás quem vem, outrora de recíproca frase doce e impura... de barrancos incorrigíveis pela natureza simpática e dura... e fria...
natureza de vida. Natureza tua, vida minha.
Natureza de lua chata que não nos deixa viver em paz...
sem preturbar que a lua nos traz.
Sem nos deixar, insistentemente olhar e recomeçar... e trocar de lado as praias abertas do passado...
...de lua feia, que nos encanta, e nos faz lembrar de sentimentos puritanos, infantis...
de atitudes imaturos, lua...
Lua.
Lua que mostra as bruxas que sobrevivem dela...
do mundo que faz dela a luz de cada passo no escuro.
Lua, que existe para que eu possa sentir e sorrir a cada folha verde que encontro, e que passa, e que cheira.
Que cheira o verde nas narinas sonhadoras deste moço do blues inquieto, que não pode sossegar em se acalmar ende está.
...e lá, volto a ver o que o mundo me apresenta naquela hora, naquela noite.
E as luzas, tão impacientes quanto meus desejos e sonhos...
...sonhos de lua. Abundante, gigante...
bom pra palavras curtas e profundas.
Boa noite.



Creck postou às 21h28
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Com a aparência do clown, eles se divertem.
E vivem, e iludem...
e se auto-iludem também.
Vêem o mundo sem cores,
embora eles tragam neles todas elas.

Rock dos clowns
Com aqueles sorrisos sutis
o palhaço traz alegria ao povo.
E pula, e brinca, e vê
e morde, e corre.
E rola, e deita, e morto.
E chora.
Ele confia no sorriso inocente
da menina, do menino,
do mundo amarelado.
Ele abdica o que chamam de dignidade,
de postura,
de imponência.
Ele abdica as tristezas... naquele momento
onde sabe sua obrigação de palhaço.
Ele mostra que é feliz... sabe que a vida faz da gente
uma espécie de enxaqueca crônica.
Porque a sua dor nunca vai embora.
Ele tem que mostrar a todos as cores infinitas
para que não morra quando está sozinho,
de tristeza, de ansiedade,
de dor.
No rock dos clowns, ele sobrevive,
lutando contra suas vontades
e passa cada dia se lembrando
daquele sorriso da menina de ontem,
esperando acontecer um novo sorriso hoje...
e assim vai...
andando...
e olhando o mundo...
...e se vendo nele.



Creck postou às 23h04
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